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Hoana Santos assume a presidência do Sindag

Primeira mulher a comandar a entidade aeroagrícola nacional, empresária de Tocantins foi eleita nesta quinta-feira (25), em Porto Alegre, em assembleia que reforçou pautas como comunicação com a sociedade e melhoria contínua do setor

A empresária Hoana Almeida Santos, de Tocantins, foi eleita nesta quinta-feira (26), em Porto Alegre, para comandar nos próximos dois anos o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Hoana já atuava desde 2019 no Conselho de Administração do Sindag, que é a principal entidade do setor aeroagrícola brasileiro. E que abrange 214 associadas (sendo 18 de drones) – cerca de 90% das 245 empresas aeroagrícolas em funcionamento em 24 unidades da Federação. O ex-presidente Thiago Magalhães Silva, de Orlândia, no interior paulista, segue agora como vice de Hoana. O novo Conselho de Administração do Sindag tem empresários também do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Mato Grosso, Rondônia e Maranhão.

 

Lembrando que o Brasil representa hoje o segundo maior mercado aeroagrícola do planeta, com mais de 2,5 mil aeronaves (aviões e helicópteros) atuando no trato de lavouras, segundo levantamento junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Uma frota que perde apenas para a dos Estados Unidos (que tem mais de 3,6 mil aviões e helicópteros) e à frente da Argentina, México, Canadá, Nova Zelândia e outros países que utilizam a ferramenta.

No caso dos drones, a estimativa é de que em torno de 3 mil aparelhos já sejam utilizados para o trato de lavouras no Brasil.

 

DESAFIOS

Hoana assume o Sindag em um momento em que o setor enfrenta o recrudescimento do preconceito contra a aviação agrícola – que é combatido principalmente como bandeira contra o agronegócio. O desafio é mostrar à sociedade que, além de ser a única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação específica (e ampla), a mais facilmente fiscalizável e a única que exige formação técnica de praticamente todos os envolvidos nas operações, é também determinante para a otimização da produtividade. Leia-se: produzir mais sem necessidade de avanço da fronteira agrícola e com redução no volume de defensivos aplicados. Justamente o contrário dos principais mitos contra o setor.

 

Assim, o foco da entidade deve ser aumentar as ações de transparência e aproximação com a sociedade (reforçando os encontros a imprensa, autoridades governamentais, lideranças comunitárias e outros atores), bem como seguir com os programas de melhoria contínua do setor – como as Academias de Segurança Operacional, o MBA em Gestão Inovação e Sustentabilidade e o Sindag na Estada (que está chegando à sua 100ª edição), entre outras ações de qualificação.

 

Nesse ponto entram também o apoio à pesquisa, com o congresso Científico da Aviação Agrícola e o programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA Brasil). Neste caso, uma parceria entre o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag, cujo presidente Júlio Kämpf também esteve na assembleia em Porto Alegre) e o Sebrae Nacional.

 

“É obrigação nossa fazer o nosso trabalho social, debatendo e levando informações para a sociedade”, pontuou a presidente em sua primeira fala logo depois de eleita. A dirigente também agradeceu o apoio da entidade e dos colegas empresários pela troca de experiências desde que passou a integrar o Sindag. “É um aprendizado constante, em uma entidade que também se esforça muito, junto com o Ibravag, pela valorização do setor”, destacou Hoana.

Crédito:
Castor Becker Júnior
Jornalista Reg. prof. 8862-DRT/RS
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