Técnicos Agrícolas do IRGA – Uma luta sem fim!

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Técnicos Agrícolas do IRGA – Uma luta sem fim!

O IRGA ganhou um crescimento na sua área de ATER a partir dos anos 80, quando por meio do Programa Pro-Várzeas realizou concurso público, chamado depois de prova de seleção. Um número expressivo de Técnicos Agrícolas, ingressaram para instituição, com o firme propósito de através da assistência técnica e extensão rural, chegar com mais ímpeto nas lavouras orizícolas do Estado do RS.


O programa, acima, visou à sistematização de áreas adequando estradas, levantamentos de barragens para irrigação, canais de irrigação e drenagem, sistematização dos quarteirões de lavoura e outros processos nas propriedades, para uma melhor adequação das áreas arrozeiras, melhorando a logística tanto dos trabalhos internos da propriedade, como de transportes da produção. Essas atividades trouxeram para os produtores e suas lavouras uma oportunidade de evolução, onde muitos ou quase todos os produtores se beneficiaram desse programa e dos projetos realizados pelos Técnicos Agrícolas do IRGA.


Lembro, que a Emater havia realizado concurso naquele mesmo período, porém, muitos de nós que haviam passado nos dois concursos optaram pelo IRGA, na época, mais vantajoso. Em menos de uma década o IRGA foi transformado numa instituição que não estava nem aí para os seus Técnicos Agrícolas e demais servidores, que não possuíam cargo de nível superior. Mostra clara de que quando as pessoas se sentem valorizadas trabalham com mais alegria e nem veem o quanto estão sendo usadas. Aqueles que de antes, conseguiram enxergar esse descaso, foram saindo e buscando, no mercado, novas oportunidades. Começa aqui nossa grande luta por respeito, valorização e que perduram até aos dias de hoje.


Foram criados outros projetos no IRGA, entre eles o Projeto 10, servimos mais uma vez, a lavoura gaúcha com a difusão, exaustiva, desse projeto, sem nenhum reconhecimento das direções do instituto.  Depois disso, todos juntos, formamos uma forte mobilização por não suportar mais tanto desleixo com nossa categoria e ajudados pelo SINTARGS construímos reuniões, fomos recebidos, pela primeira vez na história do IRGA, na sala da presidência, quando então o Presidente era o amigo Cláudio Breier Pereira – Batata. Entre 2010 a 2012, fomos à Casa Civil, aos deputados e na AL para que projetos fossem aprovados e tivéssemos a retomada de nossa dignidade, esforço esse alcançado em parte. Com tudo isso, sendo construído, um novo concurso público foi posto em prática, na gestão do Presidente Batata. Concurso engavetado anos e anos, por quais intenções as gestões anteriores que o digam.


Novos tempos foram vislumbrados com essa mobilização e em 2012 é lançado o concurso público, que abre a oportunidade de novos Téc. Agrícolas virem somar aos que estavam e estão resistindo na função. Mais uma vez, o concurso, as promessas de melhorias, que não aconteceram e não estão acontecendo por motivo claro – os gestores não veem as pessoas como um ativo de suma importância nas instituições, tanto privadas ou públicas, o que acontece no nosso IRGA há décadas. Já se vão 6 anos de muitos trabalhos desenvolvidos e que continuam sem o reconhecimento e valorização e com isso uma contínua evasão de servidores na busca de novas oportunidades. A história se repetindo, só que agora são servidores efetivos, não há como negar e nem dizer que foi prova de seleção.


não são a favor do IRGA ou do governo como um todo. Mas, sim, levam aos servidores um pouco de dignidade, então não servem para o governo.

Técnicos Agrícolas do IRGA – uma luta por justiça e dignidade, que não cessará!

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